Beet/nick #013 | Três anos da Beet
Uma edição para fechar o ano, abrir caminhos e olhar para 2026 com mais clareza do que ambição.
Três anos depois de começar um novo negócio, baseado na ideia de uma comunicação construída com intenção, contexto e método, a Beet encerra 2025 num daqueles momentos raros em que é possível enxergar o próprio percurso com nitidez.
Crescemos, mudamos, expandimos repertório, fizemos perguntas melhores e aprendemos a sustentar as ideias que colocamos no mundo. Menos para celebrar o passado e mais para entender o que ele reorganiza.
Nesta última edição do ano, revisitamos pensamentos que nos guiaram, lembramos quem faz parte da nossa história e abrimos espaço para o que 2026 pede da gente: mais escuta, mais precisão, mais criação.
Bora?
Na edição passada falamos sobre nossa exaustão de buzzwords super utilizadas. Ainda dá pra ler:
A Beet/nick normalmente sai a cada quinze dias, mas estamos rumo ao recesso de virada do ano, então nos vemos de novo em 2026! Assine para não perder:
🟣 Carta da CEO: Como crescemos pensando (e não só entregando!)
Por Catarina Cicarelli, CEO da Beet
Crescer, para a Beet, nunca foi apenas aumentar o número de clientes, projetos ou entregas. O crescimento que importa — o que muda o trabalho de verdade — acontece primeiro no pensamento.
Em 2025, esse foi o nosso maior avanço.
Foi o ano em que percebemos que o processo também é posicionamento. Quando nos comprometemos a pensar antes de produzir, revisar antes de publicar e tensionar antes de concordar, o resultado muda de lugar. Comunicação deixa de ser uma resposta rápida e vira uma ferramenta estratégica. Isso exige disciplina, claro, mas exige sobretudo coragem para sustentar a clareza mesmo quando o mercado está acelerado demais para ela.
Também aprendemos a confiar mais nas perguntas que fazemos.
Elas moldaram parcerias, redefiniram expectativas, sustentaram escolhas difíceis e criaram espaço para conversas sinceras sobre intenção. Quando a pergunta é boa, a entrega ganha consistência. Quando o pensamento é organizado, o resultado deixa de depender do brilho das palavras.
Três anos depois, vejo a Beet mais madura porque pensa melhor.
E, ao pensar melhor, entrega com mais precisão, mais contexto, mais consequência. É esse o crescimento que me interessa. E é esse que leva a gente para 2026 com a sensação de que estamos, de fato, preparados para criar o que ainda não existe.
🔵 Beet em 2025: três ideias que regeram nosso ano
Por Gaía Passarelli, head de conteúdo da Beet
Se eu tivesse de resumir 2025 da Beet em três ideias, começaria lembrando que comunicação não é sinônimo de amplificar. Foi o que guiou nosso programa de thought leadership: mais do que ecoar mensagens, queremos interpretá-las com honestidade e repertório. Não buscamos volume; buscamos consequência. E isso atraiu conversas melhores.
Também colocamos em prática a ideia de que produtos viram plataforma quando ganham propósito. Nosso podcast É Sobre Isso, em parceria com a Ampère, é um espaço para pensar cultura, tecnologia e comportamento com profundidade e um tiquinho assim de bom humor. E a beet/nick, nossa newsletter quinzenal, que estreou em julho, vem se tornando um ponto de contato real, sem ruído, num mundo onde tudo disputa atenção o tempo todo. 2025 nos mostrou que criar produtos editoriais é criar espaços — e vamos abrir novos em 2026.
Na Beet, acreditamos que clareza é uma decisão editorial. Em tudo que fazemos — dos projetos de clientes aos nossos rituais internos — buscamos precisão, pensamentos bem colocados, com clareza e verdade.
Se 2024 foi o ano de consolidar processos, 2025 foi o ano de reconhecer que nosso trabalho faz sentido quando gera significado. O resto é ruído. E ruído a gente já tem bastante no feed.
Leia também
🔴 O que aprendemos ouvindo pessoas
Um dos pilares mais fortes da Beet é que escuta vai além de gentileza: é método. Em conversas com clientes, parceiros, criadores e com o próprio time, percebemos três padrões:
1) Ninguém quer ser convencido — todos querem ser entendidos
Escutar antes de propor muda completamente o tipo de solução que entregamos.
2) As melhores ideias quase nunca aparecem na primeira reunião
Elas emergem quando criamos espaço para que pessoas falem sem pressa, sem formato e sem expectativa performada.
3) Toda relação melhora quando expectativas são nomeadas
Dizer “o que esperamos uns dos outros” evita ruído, economiza energia e abre caminho para entregas melhores.
Ouvindo pessoas, entendemos melhor quem somos — e o que faz sentido construir daqui para frente.
🟢 O que ficou para trás — e por quê
Três anos depois, reconhecemos claramente o que decidimos abandonar:
— Linguagem inflada
Porque não sustenta intenção. Escolhemos significado, não adjetivo.
— Pressa como padrão
Aceleramos quando necessário, mas não confundimos velocidade com direção.
— A lógica de “estar em tudo”
Presença sem propósito é ruído. Preferimos precisão a ubiquidade.
— O desejo de parecer maior do que somos
A Beet cresceu mais quando admitiu seu tamanho real — e trabalhou com ele, não contra ele.
Deixar para trás significa perder, mas saber abrir espaço para fazer melhor o que realmente importa.
Leia também:
🎧 É Sobre Isso: retrô 2025
O último episódio do ano reuniu Catarina Cicarelli, crisdias, Guilherme Pinheiro e Gaía Passarelli para olhar para 2025 sob outro ângulo: não como uma linha do tempo, mas como um conjunto de tensões que moldaram comportamento, cultura, trabalho e tecnologia.
Partimos de uma pergunta simples: quem ganhou e quem perdeu em 2025, para falar de caos, mas também das descobertas. Das crises, mas também das piadas que sustentam a sanidade coletiva. E para celebrar as tendências que fazem sentido — não porque são tendência, mas porque explicam alguma coisa sobre o tempo em que vivemos.
O É Sobre Isso é uma produção da Ampère e da Beet, com novos episódios quinzenais sobre os dilemas da comunicação em um mundo em que tudo é cada vez mais veloz.
👉🏼 Direção e produção de Anna Maron.
👉🏼 Edição de áudio e vídeo de Jessica Correa.
👉🏼 Ouça, assine e espalhe a palavra: Spotify | YouTube
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A Category Pirates 🏴☠️ é a newsletter dos especialistas em Category Design — a disciplina de desenhar e nomear mercados para ser referência em um espaço próprio.
No post mais recente, Stop Teaching, Start Transforming: Meet The AI That Turns Your Ideas Into Life Breakthroughs. Fast”, eles puxam essa lógica para a era da IA: o texto discute a diferença entre consumir conhecimento e gerar transformação e usa um exemplo prático: um bot de IA treinado no repertório deles — como ferramenta para reduzir fricção entre ideia e execução.
Vale a leitura e a assinatura para todo mundo que se interessa por categoria como narrativa estratégica, thought leadership que organiza decisões e IA como infraestrutura editorial e de método, quando bem enquadrada.
🏁 Para fechar: Quais foram seus melhores momentos de 2025?
Responda aqui embaixo e seguimos a conversa.
A beet/nick volta em 2026!
E você pode mandar pra alguém antes disso:






